20 de maio de 2015

Campanhas de sensibilização

Campanhas de sensibilização que envolve a reciclagem de REEE pela AMB3E e ERP (Algarve) A Amb3e acordou protocolos da Missão Electrão com os Bombeiros do Algarve, assim os algarvios podem ir entregar gratuitamente os resíduos eléctricos e electrónicos, lâmpadas e pilhas usadas ao quartel de bombeiros que se encontra equipado com um contentor para grandes electrodomésticos, caixas apropriadas para recolha de pilhas e Pontos de Electrão.

 Em troca as Corporações de Bombeiros recebem uma contribuição financeira quanto maior for a quantidade de resíduos recolhidos para assim poderem equipar os seus quartéis.


 A ERP através da Geração Depositrão “7” que integra em conjunto com o Programa Eco- Escolas e a Associação Bandeira Azul da Europa o tema da gestão destes resíduos aos mais novos. Na última edição foram recolhidos mais de 300 toneladas destes resíduos e cresceu cerca de 36% em comparação com a edição anterior. 

Em troca as escolas receberão prémios oriundos dos patrocinadores da campanha, como micro-ondas, cartão Pingo Doce com 500 euros e novos equipamentos.

Com estas campanhas pretende-se sensibilizar e promover a recolha destes resíduos.

Tiago Silva

Fontes: GreenSavers, Planetalgarve
Fontes Imagens: Algarvepressdiario

Pneus- Características e Reciclagem



O grande problema dos pneus é que depois de usados muito dificilmente se podem reaproveitar os materiais usados para a sua construção. A sua queima e a sua deposição ao ar livre, causa danos ao ambiente, desde a poluição atmosférica até à proliferação de doenças.

Os pneus só podem ser reutilizados 2 vezes, sendo que quando estão “inteiros” podem ser usados em obras que combatem a erosão, construções de parques infantis, etc. Quando cortados ou triturados, servem para revestimentos de estradas e tapetes automóveis.


Em Portugal quem gere e organiza o sistema de recolha e destino final de pneus usados é a Valorpneu, tendo sido nomeada como entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados (SGPU) a 7 de Outubro de 2002.
A Valorpneu é um dos parceiros do projeto O Meu Eco-Sistema

Tipos de fins para os pneus usados:

 -Recauchutagem - Os pneus usados que não apresentem danos estruturais são transformados em pneus que são reutilizados, tendo um novo piso, reduzindo-se assim o consumo excessivo de recursos naturais. Alguns pneus não cumprem determinados requisitos para este fim, havendo uma taxa de rejeição de 40 a 50% nos pneus ligeiros e de 20 a 30% nos pneus pesados; 

-Valorização energética - Os pneus usados são utilizados como combustível complementar ou alternativo no fabrico de cimento ou na produção de electricidade e de vapor em centrais de co-geração. Ao utilizar-se os pneus usados ao invés dos combustíveis fósseis existe uma redução nas emissões por combustão da biomassa. 

-Reciclagem - Os pneus passam por um processo em que são retirados em separado todos os materiais constituintes do pneu: têxtil, aço e granulado de borracha com diferentes granulometrias. São usados 2 processos: o mecânico (consiste na trituração dos pneus) e o criogénico (usa-se azoto liquido para congelar o pneu a -160oC num túnel criogénico e depois é triturado de maneira muito fina). 

 -Reutilização para outros fins - ex: proteção de molhes marítimos, de barcos, em aterros e obras de engenharia civil.


Balanço dos diferentes tipos de destinos para os pneus usados entregues à valor pneu de 2003 a 2008.


Evolução de 2003 a 2013, dos pneus usados recolhidos pela Valorpneu.


Tiago Silva

Fonte do texto: Valorpneu, Planetareciclavel 
Fonte Imagens: Planetareciclavel 
Fonte dos gráficos: Valorpneu

18 de maio de 2015

Medicamentos e o Ambiente

Os fármacos têm um papel importante na vida dos humanos e animais na prevenção e tratamento das doenças. Os testes que se fazem com os fármacos são apenas para avaliar as reacções adversas que provocam nos seus utilizadores e não no ambiente.



Os fármacos podem ser libertados para o ambiente:
  • excreção (efluentes hospitalares); 
  • excreção (efluentes domésticos); 
  • medicamentos não usados;
  • piscicultura; 
  • excreção (gado). 

 Depois da sua administração em humanos parte dos fármacos ou produtos resultantes são excretados e vão parar a Estações de Tratamento de Águas Residuais onde apenas são removidos parcialmente enquanto que nos animais, é bem mais perigosa já que a excreção é feita directamente para o ambiente.

 Apenas na última década apareceram as técnicas que permitem a detecção e quantificação destes compostos. Dos poucos estudos realizados mostra-se que a concentração de fármacos por litro de água é muito baixo (0,000001g). Apesar de ser pequena a sua concentração os efeitos podem ser nefastos.

 São encontrados nas águas uma grande lista de fármacos, sendo que alguns deles ainda têm um efeito desconhecido no ambiente, mas existem duas classes que já estão definidas: os resíduos hormonais e os antibióticos. Enquanto que as hormonas têm efeitos nefastos na função reprodutiva e no desenvolvimento dos organismos aquáticos os antibióticos podem dar origem a novas estirpes que se tornarão resistentes a esses antibióticos tornando-se a longo prazo ineficazes na luta contra a doença.

Em Portugal a zona com as características que podem levar a uma maior contaminação neste aspecto é o Alentejo, porque: tem uma taxa elevada de população envelhecida; uma taxa elevada de consumo de fármacos; é uma zona de produção agrícola, com pecuária e existem zonas com escassez de recursos hídricos.


 Por isso para evitar estes problemas, leve os restos de medicamentos e as suas embalagens à sua farmácia que a Valormed trata do resto!

Tiago Silva

Fonte: Universidade de Évora 
Fontes Imagens:  Villamulher, Valormed

12 de maio de 2015

Em 2014 os resíduos eletrónicos voltaram a bater recordes

                                                            
Segundo um novo relatório no último ano foram enviadas para as lixeiras de todo o mundo 41,8 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos, sendo maior parte frigoríficos, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos em fim de vida. Sendo que menos de um sexto de todos estes resíduos foi reciclado.

Em 2013, a quantidade de resíduos eletrónicos chegou às 39,8 milhões de toneladas e em 2018 pode chegar às 50 milhões de toneladas.
Portugal produziu 171 toneladas e 16,1 toneladas por habitante. Em comparação com os maiores produtores em quantidade Portugal fica muito longe, nos EUA produziram-se 7,1 milhões de toneladas e na China 6 milhões de toneladas.

Top 5 (maiores produtores de resíduos eletrónicos):
  • Noruega (28,4 Kg/habitante);
  • Suíça (26,3 Kg/habitante);
  • Islândia (26,1 Kg/habitante);
  • Dinamarca (24 Kg/habitante);
  • Grã-Bretanha (23,5 Kg/habitante).

Nota: Sabia que ao registar-se e depois for à secção Equipamentos elétricos e eletrónicos – secção “REEE - AMB3E” de Os Meus Resíduos, fica a saber sobre onde pode colocar estes resíduos para o seu destino correto para o reaproveitamento dos seus materiais constituintes.

Tiago Silva


Se já se recicla esta quantidade, porque não mais?


Responda aos inquéritos da secção Os Meus Resíduos no site de O Meu Eco-sistema e descubra novas empresas que fazem a reciclagem de outros resíduos que não aparecem nestes números e ainda no formulário O Meu Ecoponto, pode referir onde gostaria de ter um ecoponto, aumentando assim a eficiência da recolha de resíduos.

Tiago Silva