16 de março de 2012

O Consumo e a Sociedade do desperdício

Vivemos uma grave crise económica e de valores motivada por um consumismo sem sentido que tem efeitos sociais e ambientais desastrosos e que lentamente nos conduz ao abismo. A única justificação para este consumismo excessivo é o crescimento da economia porque não contribui para o acréscimo do nosso bem-estar nem da nossa felicidade.

Precisamos adequar os nossos hábitos e consumir para satisfazer as necessidades essenciais ao nosso bem-estar, e não viver atolados num excesso de produtos que não trazem felicidade e representam um desperdício absoluto de recursos sem sentido.
 Vivemos o quotidiano encurralados entre as exigências do mercado de trabalho e os ditames da publicidade e do mercado de consumo, o que nos obriga a um gasto contínuo excessivo para manter a aparência da modernidade, da juventude e da novidade. Nesta insatisfeição permanente, buscamos incessantemente objectos não essenciais, ficando com uma pequena margem de manobra para a felicidade, identidade e realização pessoal.Temos a obrigação de ser consumidores conscientes e atentos a todas as implicações sociais, económicas e ambientais de cada gesto de consumo, nomeadamente à decadência actual de todos os ciclos de vida provocada pelo excesso de consumo.

Temos de exigir
 empresas responsáveis e campanhas éticas que respeitem os consumidores através da transparência, sustentabilidade, rigor e sentido cívico dos bens que promovem. Essa consciência ética deve ultrapassar os aspectos ligados à gestão ambiental das empresas e abranger o desenvolvimento sustentável e a solidariedade intergeracional.

O consumo excessivo está a ameaçar o planeta e a humanidade e não é socialmente justo porque é mal distruibuído. É urgente pensar um novo modelo de desenvolvimento. Temos de ponderar as nossas responsabilidades com as futuras gerações e repensar o nosso papel no mundo e na sociedade e aprender a viver melhor com menos. A mudança começa por nós e por pequenos gestos de redução do consumo diário, redução da produção de resíduos, e de repensar o nosso papel na sociedade: Somos na verdade cidadãos ou meros Consumidores?


Esta é a nossa comunicação em celebração do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, 15 de Março. 

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