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22 de maio de 2015

O Mundo dos RCD



Os RCD são resíduos provenientes de obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração, conservação e demolição e da derrocada de edificações. 

Desde a sua formação, que os produtores destes resíduos são responsáveis pelo deu destino final e é obrigado pela lei a recolher, armazenar e entregar a operadores licenciados para assim não contaminarem o meio ambiente nem porem em perigo a saúde humana. Só os RCD produzidos em obras particulares é que não precisam de licença e estão ao encargo da gestão dos resíduos sólidos urbanos das Câmaras Municipais.

Atualmente em Portugal as metodologias de desmantelamento, demolição e gestão de resíduos permitem obter entre 90 a 98% de valorização de resíduos. A metodologia é composta por:

  1. Elaboração do plano de gestão de resíduos; 
  2. Recolha, triagem e acondicionamento dos resíduos recicláveis; 
  3. Desmantelamento e britagem dos inertes para assim aumentar a taxa de reutilização e reciclagem

Quando chegam à empresa que trata dos RCD, estes resíduos são avaliados consoante:

  • As suas características; 
  • Qualidade; 
  • Estado de contaminação com outros materiais perigosos; 
  • Reciclagem; 
  • Tratamento;

Para além dos RCD, a construção civil também origina resíduos químicos que podem ser classificados de perigosos, não perigosos ou inertes.

Depois da triagem são processados os resíduos, sendo desde então reencaminhados para um destes fins:
  • Reutilização;
  • Reciclagem;
  • Tratamento;
  • Incineração;
  • Deposição em aterros legais;

Dependendo da estrutura que se vai demolir ou construir, são originados diferentes tipos de resíduos, mas cerca de 80% são inertes limpos que podem ser reciclados ou reutilizados na própria obra e os outros 20% em brita segundo as normas do LNEC.


Tiago Silva


12 de maio de 2015

Em 2014 os resíduos eletrónicos voltaram a bater recordes

                                                            
Segundo um novo relatório no último ano foram enviadas para as lixeiras de todo o mundo 41,8 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos, sendo maior parte frigoríficos, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos em fim de vida. Sendo que menos de um sexto de todos estes resíduos foi reciclado.

Em 2013, a quantidade de resíduos eletrónicos chegou às 39,8 milhões de toneladas e em 2018 pode chegar às 50 milhões de toneladas.
Portugal produziu 171 toneladas e 16,1 toneladas por habitante. Em comparação com os maiores produtores em quantidade Portugal fica muito longe, nos EUA produziram-se 7,1 milhões de toneladas e na China 6 milhões de toneladas.

Top 5 (maiores produtores de resíduos eletrónicos):
  • Noruega (28,4 Kg/habitante);
  • Suíça (26,3 Kg/habitante);
  • Islândia (26,1 Kg/habitante);
  • Dinamarca (24 Kg/habitante);
  • Grã-Bretanha (23,5 Kg/habitante).

Nota: Sabia que ao registar-se e depois for à secção Equipamentos elétricos e eletrónicos – secção “REEE - AMB3E” de Os Meus Resíduos, fica a saber sobre onde pode colocar estes resíduos para o seu destino correto para o reaproveitamento dos seus materiais constituintes.

Tiago Silva


19 de fevereiro de 2015

Como devem ser geridos os resíduos?

Os resíduos produzidos ao nível doméstico devem ser geridos de acordo com a abordagem dos 3R: em primeiro lugar a sua Redução; em segundo, a Reutilização; em terceiro, a deposição separativa por fluxo de resíduos para Reciclagem.

Por fluxo de resíduos entende-se o que resulta de uma tipologia de materiais que têm associado um sistema de gestão e que necessitam de ser depositados e recolhidos separadamente. São exemplos de fluxos; os resíduos de embalagens, os pneus usados, os resíduos de medicamentos e embalagens de medicamentos, os Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos, os Veículos em Fim de Vida e outros.

Os resíduos de embalagens (plástico, metal e cartão para alimentos líquidos), de papel ou cartão (limpos) e o vidro de embalagem devem ser depositados nos ecopontos.

Resíduos pertencentes a outros fluxos, conforme a sua tipologia, podem ser depositado nos Ecocentros municipais ou em locais assinalados.

Seguem-se algumas sugestões como concretizar estas medidas:

a) Dicas para reduzir os resíduos:

- Opte por lâmpadas de baixo consumo - uma lâmpada de baixo consumo gasta 80% menos de eletricidade e a sua duração de vida é entre 6 a 8 vezes superior.

- Opte por produtos de longa duração e não descartáveis. Alguns exemplos: panos de limpeza em tecido, lâminas de barbear recarregáveis, chávenas, canetas com recargas, pilhas recarregáveis, etc.

- No escritório, leve a sua própria chávena ou caneca para o seu café ou chá evite a utilização de copos de plástico;

- Não deite comida fora, reorganize as refeições considerando os ingredientes disponíveis.

b) Dicas para reutilização:
-Reutilize embalagens para fazer novos objetos, por exemplo, transforme um pacote de leite num vaso para plantas;

- Opte por sacos de compras reutilizáveis;

- Se tiver uma horta, faça a sua própria compostagem com os seus resíduos verdes e biodegradáveis: terá assim o benefício de uma ótima fonte de fertilizante natural para as suas flores ou para o seu jardim e horta.

c) fazer a separação e deposição devida nos ecopontos, veja aqui como separar. Porquê separar?
Os resíduos quando misturados são muito difíceis de voltar a separar e a valorizar devidamente. 

Ao separar está a evitar que resíduos terminem nos aterros sanitários ou que a sua separação seja muito difícil. A gestão de resíduos envolve custos muito elevados, pagos pelos contribuintes e consumidores.
Os aterros sanitários ocupam  grandes áreas, que durante muitos anos ficam impedidas de qualquer outra utilização.

Ao ajudar na reciclagem com o seu simples gesto de separar na origem e depositar corretamente está a evitar que se utilize matérias-primas extraídas da natureza como papel e o petróleo para produção de plásticos.


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