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20 de maio de 2015

Pneus- Características e Reciclagem



O grande problema dos pneus é que depois de usados muito dificilmente se podem reaproveitar os materiais usados para a sua construção. A sua queima e a sua deposição ao ar livre, causa danos ao ambiente, desde a poluição atmosférica até à proliferação de doenças.

Os pneus só podem ser reutilizados 2 vezes, sendo que quando estão “inteiros” podem ser usados em obras que combatem a erosão, construções de parques infantis, etc. Quando cortados ou triturados, servem para revestimentos de estradas e tapetes automóveis.


Em Portugal quem gere e organiza o sistema de recolha e destino final de pneus usados é a Valorpneu, tendo sido nomeada como entidade gestora do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados (SGPU) a 7 de Outubro de 2002.
A Valorpneu é um dos parceiros do projeto O Meu Eco-Sistema

Tipos de fins para os pneus usados:

 -Recauchutagem - Os pneus usados que não apresentem danos estruturais são transformados em pneus que são reutilizados, tendo um novo piso, reduzindo-se assim o consumo excessivo de recursos naturais. Alguns pneus não cumprem determinados requisitos para este fim, havendo uma taxa de rejeição de 40 a 50% nos pneus ligeiros e de 20 a 30% nos pneus pesados; 

-Valorização energética - Os pneus usados são utilizados como combustível complementar ou alternativo no fabrico de cimento ou na produção de electricidade e de vapor em centrais de co-geração. Ao utilizar-se os pneus usados ao invés dos combustíveis fósseis existe uma redução nas emissões por combustão da biomassa. 

-Reciclagem - Os pneus passam por um processo em que são retirados em separado todos os materiais constituintes do pneu: têxtil, aço e granulado de borracha com diferentes granulometrias. São usados 2 processos: o mecânico (consiste na trituração dos pneus) e o criogénico (usa-se azoto liquido para congelar o pneu a -160oC num túnel criogénico e depois é triturado de maneira muito fina). 

 -Reutilização para outros fins - ex: proteção de molhes marítimos, de barcos, em aterros e obras de engenharia civil.


Balanço dos diferentes tipos de destinos para os pneus usados entregues à valor pneu de 2003 a 2008.


Evolução de 2003 a 2013, dos pneus usados recolhidos pela Valorpneu.


Tiago Silva

Fonte do texto: Valorpneu, Planetareciclavel 
Fonte Imagens: Planetareciclavel 
Fonte dos gráficos: Valorpneu

12 de maio de 2015

Em 2014 os resíduos eletrónicos voltaram a bater recordes

                                                            
Segundo um novo relatório no último ano foram enviadas para as lixeiras de todo o mundo 41,8 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos, sendo maior parte frigoríficos, máquinas de lavar e outros eletrodomésticos em fim de vida. Sendo que menos de um sexto de todos estes resíduos foi reciclado.

Em 2013, a quantidade de resíduos eletrónicos chegou às 39,8 milhões de toneladas e em 2018 pode chegar às 50 milhões de toneladas.
Portugal produziu 171 toneladas e 16,1 toneladas por habitante. Em comparação com os maiores produtores em quantidade Portugal fica muito longe, nos EUA produziram-se 7,1 milhões de toneladas e na China 6 milhões de toneladas.

Top 5 (maiores produtores de resíduos eletrónicos):
  • Noruega (28,4 Kg/habitante);
  • Suíça (26,3 Kg/habitante);
  • Islândia (26,1 Kg/habitante);
  • Dinamarca (24 Kg/habitante);
  • Grã-Bretanha (23,5 Kg/habitante).

Nota: Sabia que ao registar-se e depois for à secção Equipamentos elétricos e eletrónicos – secção “REEE - AMB3E” de Os Meus Resíduos, fica a saber sobre onde pode colocar estes resíduos para o seu destino correto para o reaproveitamento dos seus materiais constituintes.

Tiago Silva


19 de fevereiro de 2015

Como devem ser geridos os resíduos?

Os resíduos produzidos ao nível doméstico devem ser geridos de acordo com a abordagem dos 3R: em primeiro lugar a sua Redução; em segundo, a Reutilização; em terceiro, a deposição separativa por fluxo de resíduos para Reciclagem.

Por fluxo de resíduos entende-se o que resulta de uma tipologia de materiais que têm associado um sistema de gestão e que necessitam de ser depositados e recolhidos separadamente. São exemplos de fluxos; os resíduos de embalagens, os pneus usados, os resíduos de medicamentos e embalagens de medicamentos, os Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos, os Veículos em Fim de Vida e outros.

Os resíduos de embalagens (plástico, metal e cartão para alimentos líquidos), de papel ou cartão (limpos) e o vidro de embalagem devem ser depositados nos ecopontos.

Resíduos pertencentes a outros fluxos, conforme a sua tipologia, podem ser depositado nos Ecocentros municipais ou em locais assinalados.

Seguem-se algumas sugestões como concretizar estas medidas:

a) Dicas para reduzir os resíduos:

- Opte por lâmpadas de baixo consumo - uma lâmpada de baixo consumo gasta 80% menos de eletricidade e a sua duração de vida é entre 6 a 8 vezes superior.

- Opte por produtos de longa duração e não descartáveis. Alguns exemplos: panos de limpeza em tecido, lâminas de barbear recarregáveis, chávenas, canetas com recargas, pilhas recarregáveis, etc.

- No escritório, leve a sua própria chávena ou caneca para o seu café ou chá evite a utilização de copos de plástico;

- Não deite comida fora, reorganize as refeições considerando os ingredientes disponíveis.

b) Dicas para reutilização:
-Reutilize embalagens para fazer novos objetos, por exemplo, transforme um pacote de leite num vaso para plantas;

- Opte por sacos de compras reutilizáveis;

- Se tiver uma horta, faça a sua própria compostagem com os seus resíduos verdes e biodegradáveis: terá assim o benefício de uma ótima fonte de fertilizante natural para as suas flores ou para o seu jardim e horta.

c) fazer a separação e deposição devida nos ecopontos, veja aqui como separar. Porquê separar?
Os resíduos quando misturados são muito difíceis de voltar a separar e a valorizar devidamente. 

Ao separar está a evitar que resíduos terminem nos aterros sanitários ou que a sua separação seja muito difícil. A gestão de resíduos envolve custos muito elevados, pagos pelos contribuintes e consumidores.
Os aterros sanitários ocupam  grandes áreas, que durante muitos anos ficam impedidas de qualquer outra utilização.

Ao ajudar na reciclagem com o seu simples gesto de separar na origem e depositar corretamente está a evitar que se utilize matérias-primas extraídas da natureza como papel e o petróleo para produção de plásticos.


Artigos consultados: